Por que a velha mídia é um "caminho curto" para a irrelevância?

Profissionais de marketing defasados ainda acreditam no "poder" da velha mídia. O que acontece quando você baseia a comunicação da sua empresa em matérias na velha imprensa, replicando essas "reportagens" em suas redes sociais? Você passa um atestado de empresa ultrapassada.

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Armando Maman

7/15/20263 min read

No cenário da comunicação em pleno 2026, a insistência de empresas em replicar conteúdo da velha mídia em suas redes sociais tornou-se um risco estratégico. Já entrou no Facebook de um escritório de advocacia famoso e viu ali matérias publicadas em jornais sobre a empresa? Pois é, o que antes parecia um sinal de prestígio, hoje é visto como algo que não faz sentido algum. Por quê?

Durante décadas, a velha mídia deteve o monopólio da legitimidade e da formação de opinião. No entanto, esse cenário mudou drasticamente. Hoje, o termo "mídia tradicional" tem frequentemente conotação negativa, sendo por vezes sinônimo de toxicidade e falta de transparência. Empresas que focam apenas nesses canais correm o risco de herdar essa desconfiança, especialmente quando o consumidor atual busca uma profundidade e isenção que muitas vezes não encontra nos veículos tradicionais.

A estratégia de "silagem" (focar em apenas uma tela ou formato) é apontada como a forma mais rápida de desperdiçar tempo, esforço e dinheiro. Atualmente, cerca de 70% da população mundial é composta por Millennials ou gerações mais jovens. Esse público não consome mídia de forma linear: assistem TV enquanto usam o celular, alternando entre formatos horizontais e verticais simultaneamente. Replicar um texto estático de jornal em uma rede social ignora o comportamento de uma audiência que exige interatividade e presença multiplataforma.


Os dados são implacáveis: pesquisas indicam que 71% das empresas não atingiram suas metas de marketing recentemente, em grande parte por insistirem em "playbooks" antigos, funis rígidos e conteúdos medianos ou cansativos. Sim, para a a maior parte dos executivos que decidem nas empresas, ler uma matéria de jornal no papel ou em rede social é algo absolutamente risível.


O custo da mídia paga está inflacionado e o retorno sobre o investimento (ROI) em modelos tradicionais está cada vez menor pelo simples fato de que o público da mídia tradicional não é mais o público que compra coisas como TV, carro, casa ou móveis. A comunicação moderna exige o que se chama de barbell content strategy: o equilíbrio entre conteúdos curtíssimos para descoberta de públicos e conteúdos extremamente profundos para decisão, algo que a mera reprodução de notícias de terceiros não supre.


Diferente da velha mídia, onde o usuário era um "indivíduo insignificante na multidão", a nova mídia permite a interconectividade e a criação de comunidades. Empresas que não descem do "pedestal" onde vivem, acreditando que a comunicação não mudou, perdem a oportunidade de transformar seus próprios colaboradores em agentes de comunicação ativos, capazes de resolver problemas e gerar autoridade proativamente nos canais digitais. A confiança, hoje, é construída através de comunidades e da humanização da marca, e não apenas por selos de veículos centenários que estão desacreditados por sua irrelevância. Basta ver a perda de audiência dos jornais tradicionais, seja nas assinaturas em papel ou mesmo em seus websites.


O recado para 2026 é direto: os velhos manuais já não explicam a realidade e insistir neles é a forma mais rápida de perder relevância. Sua empresa precisa adotar novas estratégias de comunicação. E com urgência! Perceba que o próprio Google, fundado em 1998, já começa a dar sinais de desgaste, uma vez que muita gente vem usando as plataformas de Inteligência Artificial para fazer buscas mais aprimoradas. Sem contar que o Google, dada sua arrogância e globalismo, frequentemente apresenta como resultados de buscas exatamente o oposto do que você buscou.


Se o Google está ficando ultrapassado, e o Google sabe disso, imagine então um jornal, uma revista, uma rádio ou TV que perdem audiência a cada dia em função do desaparecimento gradual de seu público. Sim, o público que ainda consome essas mídias está gradativamente saindo de cena, substituído por filhos, netos e bisnetos que nunca pegaram um jornal nas mãos. E nem vão pegar.


A vantagem competitiva não está mais na novidade tecnológica por si só, mas na capacidade de abandono consciente de fórmulas que pararam de funcionar. Para empresas que desejam liderar o próximo ciclo, a transição para um modelo focado em dados próprios, inteligência artificial e, acima de tudo, conexão humana real, não é mais uma opção, mas uma questão de sobrevivência. E você só vai conseguir isso se reformular suas áreas de marketing e contar com o apoio de empresas de comunicação que já dominam o novo cenário da informação.


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